Max Payne (ou seria “Max Pain”?)
Quem jogou Max Payne deve ter passado meses esperando pelo filme. Eu ficava imaginando como fariam os melhores elementos do jogo, como as cut-scenes em quadrinhos ou o tão clássico “Bullet Time”.
Infelizmente, do jogo só sobrou o nome do personagem principal e o fato que a famÃlia dele morreu. Com mÃseras três cenas de tiroteio, sem nenhum sangue voando, o mais próximo do “bullet time” foi uma cena Matrix-like, na qual Max contorce-se para trás, atirando com uma .12, enquanto o bandido, com um RIFLE DE ASSALTO COM MIRA consegue errar todos os três ou quatro tiros - e erra feio: cada tiro passa a quilômetros de distância.
Nem preciso mencionar a quantidade absurda de clichês que tem nesse filme: tirando a parte do policial que perdeu a famÃlia, temos uma droga super-moderna patrocinada por uma empresa multimilionária que desenvolve coisas para o governo e um desses experimentos sai muito errado, gerando um supersoldado que pira na batatinha. Adicione algumas alucinações com anjos e demônios, policial que precisa provar a própria inocência, assassinatos misteriosos e pronto! Temos um filme tão ruim que, não só é um bizarro empréstimo da marca “Max Payne” (nem pode ser considerada “adaptação”), como também é um filme bizarro por si só…
Recomendo assistir somente se for de graça, pois é um absurdo desperdÃcio de dinheiro. Até minha esposa, que não é nerd e nunca jogou Max Payne, achou o filme horrÃvel.
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