Out 7
Momento besteirol da semana
Algumas tiradas filosóficas:
- “Errar é humano, persistir no erro é americano, e acertar no alvo é muçulmano.”
- “Roubar idéias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.”
- “Devo tanto que, se eu chamar alguém de meu bem, o banco toma!”
- “Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!“
Out 5
Dicas para comprar um carro usado
E eis que estou no segundo carro “usado” que já passou pelo meu nome. É muito satisfatória a sensação de poder comprar um veículo, mas, para que não acabe o encanto, publico algumas dicas que aprendi (muitas da forma mais difícil):
- Leve um mecânico de confiança para avaliar o carro antes de comprar, mesmo que você saiba tudo de mecânica (na pior das hipóteses, considere como “uma segunda opinião”). É impressionante a quantidade de bobagens que já podem aparecer: suspenção, filtros, correias, freios, pneus, calotas, pintura, pontos de ferrugem, etc. Mesmo que seja de parente confiável! Muitas vezes o desleixo de outros te pega de surpresa;
- Tente levantar quais sinistros já aconteceram com o carro. Vale tudo: desde batidas até troca de motor;
- Verifique as peças que não são originais - quanto mais novo o carro, mais importante. As mecânicas autorizadas são criteriosas e não trabalham com peças paralelas. Se o carro tiver menos de 50 mil quilômetros e as peças não tem o logo da montadora, desconfie!
- Pesquise tudo sobre o modelo! Verifique se alguém já teve problemas ele (inclusive de falta de peças, excesso de roubos, etc). Por exemplo: meu Logus era ruim com peças, pois algumas eram Ford, e outras, Volkswagen (bendita Autolatina). Era impressionante as falhas dos mecânicos: um até disse que o carro não tinha filtro de combustível!
- Não se apaixone por um modelo específico. Carro não é como celular, que você pode encontrar fácil o modelo desejado (ou trocar rápido se não gostar) - ainda mais um que seja menos comum. Se você se prender a só um modelo, pode acabar com um carro problemático. Recomendo limitar-se a requisitos bem amplos - ex: “sedan”, “porta-malas com mais de X litros”, “quatro portas”, “consumo menor que X”, etc.
- Faça test-drives. Qualquer menor sinal óbvio de problema significa que o carro te dará dor-de-cabeça. Se a porta já não fecha ou o câmbio é muito duro, imagina depois de algumas viagens e muitos quilômetros!
- Ao juntar dinheiro ou financiar, considere uns 20 a 30% do valor do carro para consertos. Não é exagero! Algumas coisas que você PRECISA trocar junto com o carro: correias, freios, velas, bicos, filtros, etc. Aos leigos, explico. A correia, se você não trocar, fica numa roleta-russa, pois, ao estourar, leva junto o motor. Freios nem preciso descrever. “Velas velhas”, bico sujo e afins diminuem a performance do motor e aumentam o consumo de combustível - economize trocando.
- Lembre-se também dos benditos impostos! IPVA é o mais brutal: custa 4% do valor do veículo. Assim, se for um popular de uns 20 mil, você precisará reserver uns 800 reais todo ano. Se for um suado Fusion em (nada) suaves prestações, o valor sobe para uns três mil!
Out 5
Mudando o usuário “admin” do Wordpress
Você acabou de instalar seu Wordpress (ou Wordpress MU) e, corretamente, quer mudar o usuário “admin” (se não quer mudar, recomendo querer - os bots sempre começam uma invasão tentando com esse usuário). Existem duas formas de fazer isso: a fácil, a não-tão-fácil e a pegadinha.
A forma fácil é criar um novo administrador logo após instalar o WP/WPMU.
A forma não-tão-fácil é criar um novo usuário e apagar o antigo. Por mais suicida que aparente, funciona, pois o WP pergunta se você quer que os posts migrem para um outro usuário na hora de excluir o primeiro.
A forma pegadinha foi a que fiz por aparentar ser mais simples no início. Basta entrar em um phpMyAdmin ou similar e alterar na “wp_users” o user_login do usuário admin. Funciona bem, exceto pelo fato que não é a única tabela a alterar no WPMU. Altere também a wp_site_meta o registro cujo “meta_key” for “site_admins”. Não sei que estrutura é essa no “meta_value” (talvez alguma coisa pseudo-OO), mas o importante é alterar o ’s:5:”admin”‘ para o seu usuário. Note o número, que representa o tamanho no login. Ou seja, se alterar para “johndoe”, o valor final fica ’s:7:”johndoe”‘.
No commentsJul 31
Dashboards ao resgate!
Agora que o CEO/VP/diretor/etc deseja saber como está a empresa, ele necessitará filtrar, condensar e agrupar todos os dados e informações disponíveis para auxiliar nas tomadas de decisão (ou para satisfazer a sede de dados dos acionistas).
Uma técnica muito comum atualmente é criar um dashboard. Em termos simples, funciona como o painel de instrumentos de um carro: um conjunto agrupado de instrumentos que informam o estado atual da máquina (seja seu automóvel ou sua empresa).
Ao fazer um benchmarking, encontrei um tutorial muito interessante sobre como “planejar” um dashboard. Embora o foco seja para uma ferramenta específica, o processo ilustrado é genérico suficiente:
- Escolher os dados que serão visualizados;
- Escolher o layout;
- “Implementar” a busca dos dados;
- “Implementar” o layout;
- Unir dados e layout;
- Planejar a interatividade;
- Escolher os dados interativos;
- Implementar a interatividade;
- Enjoy the result
Leitura interessante também encontra-se no Dashboard Spy. Embora tenha muitos posts sobre “variedades”, pode-se extrair informações úteis em boa parte do material deles. Encontrei, por exemplo, o tutorial do anychart mencionado acima e o blog do autor do livro Web Analytics.
Em um post, Avinash, o autor do livro - e do blog, fala sobre dashboards poluídos, cuja única serventia é mostrar que o desenvolvedor (normalmente um consultor) é mestre “nono dan” da arte dos gráficos em Excel. Afinal, para que um dashboard se o usuário não pode extrair facilmente algo útil?
No commentsJul 22
Momento viagem da semana
Lendo um fórum jurídico, para me informar sobre um certo problema no meu condomínio, encontrei uma frase que só advogado para entender:
“Quanto à resilição contratual imotivada, aceito a tese da pressão obreira para a solução do pacto.”
Depois de horas de Google, só entendi que ele falava algo sobre demissão sem justa causa… Alguém tem um dicionário jurisdiquês-português?
No commentsJul 21
Importante fonte de saber
Para quem é nerd, eis um link obrigatório em qualquer bookmark:
http://www.mariowiki.com/Main_Page
No commentsJun 30
NetBeans 6.7
Dia 28/06 (anteontem) saiu o NetBeans 6.7. Para mim, não é novidade, pois já o uso desde antes da versão beta. Para quem estava no 6.5, eis algumas novidades que testei:
- A integração com o maven melhorou muito - desde o autocompletar até o novo grafo de dependências;
- O profiler tem um HeapWalker, para pesquisar o heap usando OQL - para quem faz tunning de memória, uma ferramenta indispensável;
- Integração com o hudson. Além de gerenciar o servidor, um ícone na barra de status mostra a situação dos builds - perfeito para quem gerencia CI!
O resto das novidades está no release do NB.
No commentsJun 5
Usando o “less” para navegar em logs
Se você precisa monitorar alguma aplicação linux que gere logs rotativos, o jeito mais prático e flexível é usando o less. Basta chamar “less <nomearq>” e pronto. Por ser uma ferramenta de visualização (e não de edição), a navegação dele é mais prática que a do VIM em alguns aspectos - o principal é que quase tudo é feito com uma tecla só. Por exemplo, algumas teclas de atalho:
- “g” - vai para o início do arquivo;
- “G” - vai para o fim do arquivo. Detalhe: esse comando também atualiza o arquivo, de forma que, se o log for do tipo de aumenta fácil, pode-se ir pressionando “G” para ver as novas linhas geradas;
- “f” - monitora o fim do arquivo. Em termos simples, o “less” vira um “tail -f” (é como se pressionasse “G” toda hora). Para voltar ao modo navegável, basta pressionar “ctrl-c”;
- “v” - invoca o editor configurado na variável $EDITOR (normalmente o nano ou o VIM);
- “/<texto>” - procura “<texto>” a partir do início do arquivo;
- “?<texto>” - procura “<texto>” a partir do fim do arquivo;
- “n” - repete a última pesquisa. Se a pesquisa foi com o “/”, vai para a próxima ocorrência. Se foi com “?” vai para a ocorrência anterior;
- “N” - repete a última pesquisa, no sentido contrário. Se usou o “/”, vai para a ocorrência anterior;
- “<numero>” - vai para a linha número “<numero>”;
- “r” - recarrega a tela (útil quando algum processo em background polui o terminal);
- “R” - recarrega o arquivo (perfeito quando o log rotaciona);
- “q” - sai.
Jun 3
Tiradas interessantes no GCC Bug List
O bugzilla do GCC tem uma lista de quips muito interessante. Alguns exemplos que só usuários Linux e programadores C irão entender:
- rm: cannot remove /bin/laden: not found
- Feed the hungry, save the whales, free the mallocs!
- I have a dream… of a unified system for all builds, whether native, cross, Candian, cross-built native, or crossback…
- All IEEE floating point implementations are equal, but some are more equal than others.
- -malign-pants
- to_be || !to_be == 1, to_be | ~to_be == -1
- AI.cc:33241: warning: You wrote ‘neurons.merge(solution1, solution2)”, you probably MEANT “neurons->merge(solution1, solution2)” but there is MUCH better way to implement this whole function; doing that instead.
- #define CRASH() (*(char*)0) = 0
- /me does his cat-from-shrek2 look — stevenb, talking about a new register allocator for gcc
- When you say: “I wrote a program that crashed Windows”, people just stare at you blankly and say: “Hey, I got those with the system — for free.” (Linus Torvalds)
- sh: fortune: command not found
- To be, or not to be? That is ….. liable to be removed at -O2 and above.
- Humans are not the target of GCC. — David Daney
- This Quip has been sponsored by the -ffast-math supporter team
- When you open Windows, bugs get in.
- goto bed;
Tem uns fora da área bem interessantes também:
- Não acredito em reencarnação, mas acreditava na minha vida anterior
- As falhas só começam quando você para de tentar
- É um recurso, e não um bug
- Encontrei minha “criança interior” e pus o fedelho para adoção
- Eu não cometo erros estúpidos. Apenas erros muito, muito inteligentes
- Faça seu melhor - depois supere
Teste para vocação nerd - você encontra a pegadinha dessa?
- ?- X. % … 1,000,000 ………… 10,000,000 years later % % >> 42 << (last release gives the question)
Mai 29
Geografia paulista
Mais uma piada boa. Quem não é natural de São Paulo (capital) e já esteve em contato constante com um grupo de paulistas “típicos”, sabe bem como esse pessoal é ruim de geografia.
Recebi hoje a versão paulista do atlas. Para quem mora em uma das outras vinte e seis unidades federativas, não se assustem - é assim mesmo que boa parte do povo daqui pensa:
- Acre: é que nem a terra do nunca - só cheirando um pó estranho para chegar lá;
- Região norte e centro-oeste: só tem mato;
- Goiás: só dá dupla sertaneja;
- Região nordeste: meu favorito - conforme já me disseram, é “a grande Bahia”;
- Minas: só dá queijo;
- Espiríto Santo: só se for aquele que o padre fala na missa;
- Rio: a Argentina brasileira;
- Litoral: praticamente um estado à parte;
- Santa Catarina e Paraná: fábrica de “gostosas”;
- Rio Grande do Sul: fábrica de homosexuais.
Só para manter a justiça, lembro ao leitor que não são todos os paulistas que seguem esse estereótipo!
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