Jan 21
Big Bosta Brasil
Eu passo longe dessa tralha. Mas hoje recebi um PowerPoint sobre o tal programa da Globo. Um tanto longo, mas a mensagem foi simples: programas como o BBB fazem o brasileiro ficar mais burro. Aliás, nem acredito que o Bi[ch]al tem a pachorra de chamar aqueles trastes de “heróis”. Se essa ralé são os heróis do Brasil, prefiro mudar de país e renegar minha cidadania.
Heróis, para mim, só existem de dois tipos: aqueles ficcionais que salvam todo mundo usando super-poderes (ou super-máquinas) e aqueles reais, que nem bombeiros e policiais, que enfrentam a morte todos os dias no cumprimento do dever (os honestos, pelo menos).
Aliás, um dia, entrando no YouTube (adoro acessar para ver coisas hi-tech e trailers), vi que na página inicial tinha um vídeo com “um dos melhores momentos do BBB”. Entrei para ver se o “melhor momento” tinha algo que preste - afinal, não tenho moral para criticar o “show” se nunca o vi.
Foram alguns poucos minutos jogados fora: tinha gente conversando à beira da piscina, mulheres tirando a roupa e mostrando o biquini (em closes desnecessários) e só! Sem história, nem lógica nem nada. Creio que até o apelo sexual estava baixo para os padrões da emissora.
Em resumo, só tinha o que eu poderia ver simplemente indo para um clube (com a vantagem que eu também estaria na piscina). Acho que até desenhos infantis que nem o Backyardigans demandam mais uso para o cérebro adulto…
Senti a mesma sensação de quando vi “Casa dos Autistas” vários anos atrás. Lembro até hoje de estar “zapeando” os canais em busca de algo que prestasse, quando passei pelo SBT e vi o Supla e o Fruta conversando em uma cena em sépia com uma bola vermelha no canto da tela. Na época, “reality shows” era novidade. Lembro vi os dois conversando que fiquei pensando: “que m**** é essa?”. E, ingenuamente, tentei entender a lógica ou a história do programa. Mesmo sem ter nada para fazer, desisti de assistir: muuuuuito chato.
Ironicamente, BBB não é diferente: a graça do programa é testar os limites do voyeurismo. Ou seja, se você não tem nada de útil para fazer na vida nem tem interesse em manter o seu QI superior ao de um anelídeo e gosta de vigiar a vida dos outros, então é o programa ideal.
Aliás, acho que descobri o que atrai tanto nessa porcaria. Pensa comigo: nesses interiores do país, todo mundo fuxica na vida de todo mundo. Para eles, o BBB é somente uma versão “televisiva” da vida que eles já levam. As pessoas da “cidade grande” também tem esse interesse, ao fofocar sobre os vizinhos, amigos, parentes, etc. Somando isso à uma falta enorme de educação de qualidade, infelizmente não é de espantar o sucesso do “show”.
Nota mental: tirar minha cidadania portuguesa…
PS: Para manter o nível cultural e a nerdice do blog, veja e construa um autofalante de plasma com componentes que podem ser encontrados em qualquer loja de eletrônica!
PPS: Peço desculpas pelo “Casa dos Autistas” - é uma baita sacanagem com os autistas!
No commentsJan 12
Como não fazer: Documentação “Gênesis”
“No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gênesis 1:1)
Já passou alguma vez por uma documentação que, ao invés de descrever o que o sistema faz, conta a história deste? Algo similar a “No princípio, Fulano criou o sistema para fazer isso” - praticamente uma versão em texto corrido daquela tabela de “histórico de alterações” (cuja origem desconheço).
Implementar um sistema baseando-se nesse tipo de documentação é como fazer manualmente um “merge”, revisão por revisão, de um arquivo no sistema de controle de versão.
Se o sistema originalmente considerava multa de 20% e, por definição do chefe do setor, passou a considerar multa de 10%, por que precisa documentar isso no modelo de análise? Só para ter o gosto de ouvir o programador perguntar: “devo sempre considerar 10% ou tem algum caso que ainda vale 20%”?
Muito mais claro, resumido e conciso seria documentar que o sistema “deve considerar multa de 10%”. Se a intenção é documentar a história, existem locais melhores para isso, como a tabela de histórico da capa, o histórico no sistema de versionamento ou uma ata de reunião.
No commentsDez 23
Limpando os locales do Fedora
Se você tem problemas de espaço em máquinas Fedora (ou paga por GB usado), vai gostar de saber que é possível eliminar algumas centenas de megabytes de lixo.
O truque? Remover o suporte a todas as línguas desnecessárias que o linux suporta (500 mais ou menos). Eu, por exemplo, só utilizo o desktop em Português e, preferencialmente, em Inglês. Por que, então, preciso jogar 400mb fora com suporte a Português de Portugal, Inglês Australiano (yikes!), Francês, Italiano, Alemão, Árabe, Chines e variantes, incríveis DEZESSETE variantes do Espanhol, e eteceteras?
O truque é simples: vá na pasta /usr/share/locale e detone praticamente tudo. Uma dica é renomeá-la para “_locale”, mover só o que precisa para uma nova pasta “locale” e, após algum tempo de teste, apagar a pasta “_locale”.
Para uma limpeza mais pesada, remova também os arquivos de ajuda do GNOME (para o KDE, talvez tenha algo similar - fico devendo essa):
cd /usr/share/gnome/help
find * -mindepth 1 -maxdepth 1 -type d \
-not \( -name "en*" -or -name pt -or \
-name pt_BR -or -name C \) \
-exec rm -rf '{}' ';'
Até aqui, dois problemas: ao atualizar ou reinstalar, tudo volta; e, ao usar o “rpm -V”, um monte de erros de “missing file” irão ocorrer. A solução achei perdida na web. Vá na pasta /etc/rpm e crie um arquivo “macros.lang” com a seguinte linha: “%_install_langs en:en_US:pt:pt_BR”.
Pronto! Nada mais de warnings nem de espaço jogado fora (pelo menos, com locales)!
Essa dica eu testei no Fedora 11, mas deve funcionar em qualquer distro baseada em pacotes RPM (RedHat, CentOS, etc).
No commentsDez 16
Morre Mark Ritts, o Lester de “O Mundo de Beakman”
Qualquer nerd de carteirinha que nem eu é fã incondicional do antigo programa de TV “O Mundo de Beakman”. Eu até participei da comunidade do Orkut “Órfãos de Beakman” antes de cometer “Orkutcídio”. E, cá entre nós, quem não adorava aquele grandalhão em roupa de rato, o Lester?
Hoje, infelizmente, descobri que Mark Ritts, o homem por trás do rato, morreu… Até pensei que era algum hoax ou similar, mas a notícia se espalhou e, pelo visto, originou-se no Los Angeles Times e já foi atualizada na Wikipedia.
Estou triste com a notícia. E, como uma singela homenagem, uma trivia sobre fatos pouco conhecidos sobre o Mark Ritts e seu alter-ego (fonte: post no LA Times):
- Ele era filho de artistas de fantoches e herdou a profissão dos pais (detalhe: Paul Zaloom, o Beakman, também era artista de fantoche);
- Quando foi chamado para o programa, ele pensou que Lester seria um fantoche (imagina a surpresa dele ao ver que ELE seria o personagem);
- A fantasia do Lester não tinha braços porque estava incompleta quando Mark Ritts foi experimentá-la. Paul Zaloom acabou achando a fantasia perfeita desse jeito;
- A tatuagem do braço dele variava desde a palavra “Mom” até um leopardo. Quem notou isso quando era criança merece um prêmio!
- O elastico do nariz do Lester era propositalmente visível;
- Segundo fontes não confirmadas na blogosfera, ele também era o mestre por trás dos pengüins da abertura;
- Ele deixou viúva e três filhos.
Nov 23
Primeiras impressões sobre o Google Chrome
Como “minhas” máquinas, tanto em casa quanto no trabalho, tem apenas um mísero gigabyte de memória (lembro-me da época em que isso era muito), preciso improvisar direto. O Firefox, por melhor que seja, é pesado demais para manter 24/7 junto com o NetBeans, Jetty/Tomcat, JOGL e etcs.
Decidi, então, experimentar o anoréxico Google Chrome. Aparenta ser leve, mesmo. O startup é rápido e o footprint é obviamente proporcional ao número de abas. Basta abrir o gerenciador de tarefas para notar que tem um processo por aba. Se tiver um IPC bom, isso torna válida a regra “quanto-menos-abas-melhor” que os leigos tanto conhecem e que o Firefox joga no lixo com o histórico de abas.
O que leva a perguntar: já que a aba tem um processo próprio, o que acontece se ele morrer de causas não-naturais? Tasquei um SIGKILL (ou similar, no Windows) e tudo aparentou estar normal. Normal até demais: a aba ainda estava lá! Mas, para minha surpresa, eis o conteúdo dela:
Fora a comédia que é essa tela, fiquei admirado, pois é uma arquitetura bem mais robusta que o “Isto é embaraçoso” do Firefox. Presumo que fica mais difícil o navegador inteiro cair.
Mas, para mim, ainda continua sendo mais um produto Beta do Google. Espantosamente, não consegui publicar este post no Chrome - todas as quebras de linha sumiram! Vai servir para economizar um pouco de memória, mas ainda vai demorar muito para substituir o Firefox.
PS: Por quê chamei o Chrome de anorexico? Veja a imagem a seguir…
No commentsOut 21
‘Menino do balão’ vira jogo Flash
Demorou até algum desocupado fazer um jogo do “garoto do balão”… Criativo, mas acho estranho ele atirar estrelas. Claro que também precisamos desconsiderar os bugs bizarros: se atirar uma segunda vez, o primeiro tiro é “cancelado”. Nem precisa dizer que não consigo esperar o tiro sair da tela para atirar novamente. A jogabilidade também é tosca: precisa de uns dois tiros para explodir os pássaros (sim, explodir). Não aguentei um minuto nessa coisa.
No commentsOut 16
Piada das estátuas nuas
Mais uma piada, para alegrar o fim-de-semana:
Num jardim encontravam-se há muito tempo duas estátuas, de frente uma para a outra. Uma feminina, outra masculina, ambas nuas. Um dia apareceu um anjo que lhes disse:
“Como vocês têm sido duas estátuas exemplares, trazendo tanta beleza a quem olha para vocês, vou conceder 30 minutos de vida para que vocês possam, durante esse tempo, fazer o que quiserem”.
Assim que o anjo se calou, as estátuas ganharam vida. Olharam uma para a outra, sorriram e correram para trás de uns arbustos. O anjo sorriu ao ouvir os seus risinhos, enquanto se ouvia o barulho dos arbustos e das folhas.
Quinze minutos depois as duas estátuas saíram de trás dos arbustos com um ar de grande satisfação. O anjo ficou meio confuso e perguntou-lhes:
“Mas ainda restam 15 minutos! Não querem aproveitar esse tempo?”
A estátua masculina olhou para a sua companheira e perguntou:
“Quer repetir?”
Sorrindo, a estátua feminina respondeu:
“Claro! Mas desta vez é você quem segura o pombo e eu cago na cabeça dele.”
No commentsOut 7
Momento besteirol da semana
Algumas tiradas filosóficas:
- “Errar é humano, persistir no erro é americano, e acertar no alvo é muçulmano.”
- “Roubar idéias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.”
- “Devo tanto que, se eu chamar alguém de meu bem, o banco toma!”
- “Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!“
Out 5
Dicas para comprar um carro usado
E eis que estou no segundo carro “usado” que já passou pelo meu nome. É muito satisfatória a sensação de poder comprar um veículo, mas, para que não acabe o encanto, publico algumas dicas que aprendi (muitas da forma mais difícil):
- Leve um mecânico de confiança para avaliar o carro antes de comprar, mesmo que você saiba tudo de mecânica (na pior das hipóteses, considere como “uma segunda opinião”). É impressionante a quantidade de bobagens que já podem aparecer: suspenção, filtros, correias, freios, pneus, calotas, pintura, pontos de ferrugem, etc. Mesmo que seja de parente confiável! Muitas vezes o desleixo de outros te pega de surpresa;
- Tente levantar quais sinistros já aconteceram com o carro. Vale tudo: desde batidas até troca de motor;
- Verifique as peças que não são originais - quanto mais novo o carro, mais importante. As mecânicas autorizadas são criteriosas e não trabalham com peças paralelas. Se o carro tiver menos de 50 mil quilômetros e as peças não tem o logo da montadora, desconfie!
- Pesquise tudo sobre o modelo! Verifique se alguém já teve problemas ele (inclusive de falta de peças, excesso de roubos, etc). Por exemplo: meu Logus era ruim com peças, pois algumas eram Ford, e outras, Volkswagen (bendita Autolatina). Era impressionante as falhas dos mecânicos: um até disse que o carro não tinha filtro de combustível!
- Não se apaixone por um modelo específico. Carro não é como celular, que você pode encontrar fácil o modelo desejado (ou trocar rápido se não gostar) - ainda mais um que seja menos comum. Se você se prender a só um modelo, pode acabar com um carro problemático. Recomendo limitar-se a requisitos bem amplos - ex: “sedan”, “porta-malas com mais de X litros”, “quatro portas”, “consumo menor que X”, etc.
- Faça test-drives. Qualquer menor sinal óbvio de problema significa que o carro te dará dor-de-cabeça. Se a porta já não fecha ou o câmbio é muito duro, imagina depois de algumas viagens e muitos quilômetros!
- Ao juntar dinheiro ou financiar, considere uns 20 a 30% do valor do carro para consertos. Não é exagero! Algumas coisas que você PRECISA trocar junto com o carro: correias, freios, velas, bicos, filtros, etc. Aos leigos, explico. A correia, se você não trocar, fica numa roleta-russa, pois, ao estourar, leva junto o motor. Freios nem preciso descrever. “Velas velhas”, bico sujo e afins diminuem a performance do motor e aumentam o consumo de combustível - economize trocando.
- Lembre-se também dos benditos impostos! IPVA é o mais brutal: custa 4% do valor do veículo. Assim, se for um popular de uns 20 mil, você precisará reserver uns 800 reais todo ano. Se for um suado Fusion em (nada) suaves prestações, o valor sobe para uns três mil!
Out 5
Mudando o usuário “admin” do Wordpress
Você acabou de instalar seu Wordpress (ou Wordpress MU) e, corretamente, quer mudar o usuário “admin” (se não quer mudar, recomendo querer - os bots sempre começam uma invasão tentando com esse usuário). Existem duas formas de fazer isso: a fácil, a não-tão-fácil e a pegadinha.
A forma fácil é criar um novo administrador logo após instalar o WP/WPMU.
A forma não-tão-fácil é criar um novo usuário e apagar o antigo. Por mais suicida que aparente, funciona, pois o WP pergunta se você quer que os posts migrem para um outro usuário na hora de excluir o primeiro.
A forma pegadinha foi a que fiz por aparentar ser mais simples no início. Basta entrar em um phpMyAdmin ou similar e alterar na “wp_users” o user_login do usuário admin. Funciona bem, exceto pelo fato que não é a única tabela a alterar no WPMU. Altere também a wp_site_meta o registro cujo “meta_key” for “site_admins”. Não sei que estrutura é essa no “meta_value” (talvez alguma coisa pseudo-OO), mas o importante é alterar o ’s:5:”admin”‘ para o seu usuário. Note o número, que representa o tamanho no login. Ou seja, se alterar para “johndoe”, o valor final fica ’s:7:”johndoe”‘.
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