Blog do Eduardo Costa Meu blog pessoal

3Mar/121

Como motivar funcionários, ao estilo Minecraft

Motivar profissionais é uma arte. São poucos os que conseguem manter um talento motivado e produtivo. Notch (também conhecido como Markus Persson), criador do jogo Minecraft, definitivamente sabe como fazer seus funcionários muito felizes. Mais felizes que personagens no fim de um filme de comédia romântica.

Quer saber a receita? Os passos são simples:

  1. Lucre três milhões de dólares. Esta parte é fácil. Se tem empresa que lucra bilhões, o que são míseros três milhões? Ainda mais quando você tem uma equipe de talentos.
  2. Agora vem o passo mais difícil de todos. Não, esse passo não envolve embolsar o dinheiro e gastar com algum carro esportivo ou com um jatinho particular. Pegue esses três milhões de dólares e divida entre seus funcionários. Sim! Pegue tudo e dê para eles. Sem esperar nada em troca vai ser um enorme diferencial.

Duvida? Olha o tweet do Notch para provar:

Os mais céticos devem achar que a Mojang (nome da empresa cujo dono é o Notch e cujo lucro em 2011 foi três milhões e cujos funcionários devem ser os mais felizes do mundo - literalmente) deve ser uma organização enorme, multinacional, com milhares de empregados. Mesmo se tivesse três mil funcionários, seriam mais de mil dólares de bônus. Oras, quantos brasileiros vão ter uma PPLR de mil dólares esse ano - ou seja, de mil a dois mil reais?.

Só para informar, a Mojang, com seu lucro de três milhões, só tem uns 25 funcionários para dividir a grana! E o Markus não fica numa cadeira de poderoso chefão numa sala especial no último andar do prédio, alisando gatos e oferecendo propostas irrecusáveis. Não. Ele continua desenvolvendo Minecraft junto com os funcionários. Tanto que, no tweet, ele menciona "outros funcionários" - nem parece que é dono da empresa. Aliás, nesta foto, você só reconhece o Notch se souber anteriormente quem ele é.

E, claro, a matemática final: se os três milhões forem divididos igualmente, cada funcionário vai receber uma "PPLR" de CENTO E VINTE MIL DÓLARES. Deixa eu repetir:  "PPLR" de CENTO E VINTE MIL DÓLARES. Mesmo com os impostos abusivos do Brasil, esse valor cairia para, muito por baixo, uns oitenta mil. Já pensou como seria bom receber mais de cem mil reais de bônus da empresa? Ainda mais sem metas ou qualquer outro "deadline" para resolver. O sujeito ganhou três milhões, poderia ter embolsado tudo, gasto com luxo e vida boa, mas decidiu dividir com a galera. Vai dizer que esse povo não vai trabalhar motivado ao extremo?

13Set/113

E se motoristas fossem contratados da mesma maneira que programadores?

Cargo: Motorista.

Exigências do trabalho: Competência profissional em condução de veículos leves como carros e pesados como ônibus e caminhões, ônibus articulados, bondes, metrô, tratores, escavadoras e pás carregadoras, e tanques pesados atualmente em uso pelos países da OTAN.

Habilidades em Rali e de condução extremas são obrigatórios!
Experiência na Fórmula-1 é um diferencial.

Conhecimento e experiência em reparação de motores de pistão e rotor, transmissões automáticas e manuais, sistemas de ignição, computador de bordo, ABS, ABD, GPS e sistemas de áudio automotivo dos fabricantes conhecidos mundialmente ? obrigatória!

Experiência em tarefas de pintura e funilaria de automóveis é um diferencial.

Os candidatos devem ser certificados pela BMW, General Motors e Bosch, mas não por mais de dois anos.

Compensação: R$ 15 – R$ 20/hora, dependendo do resultado da entrevista.

Exigências da instrução: Bacharel em Engenharia Mecânica

Fonte: http://0fx66.com/blog/humor/humor-e-se-motoristas-fossem-contratados-da-mesma-maneira-que-programadores/
12Ago/111

Inovação e mercado

Na minha opinião, inovação e mercado são conceitos opostos. Não tem como ser inovador seguindo o mercado. O mercado não inova. Veja Steve Jobs e sua maior criação: a Apple. Ele não briga tentando inovar em mercados competitivos. A Apple cria novos mercados. Até hoje ainda não acredito que ele reinventou o mercado de MP3 Players com o iPod ou que ele tenha criado o mercado de tablets com o iPad (cá entre nós, adoro meu iPad 2, mas ele é somente um iPhone gigante).

Filosofando com meus amigos Nelson e Flávio sobre mercado, encontrei a metáfora perfeita para comprovar. Nos Simpsons, acho que na 14ª temporada, episódio 5 ("Helter Shelter"), tem uma reunião dos executivos de uma emissora de TV, na qual um deles falou: "precisamos inovar! Vamos ver o que está passando nos outros canais!" E todos sacam suas TVs portáteis e começam a ver a concorrência. Hilário pensar que dá para uma Globo inovar copiando o SBT ou vice-versa.

Agora, compare essa cena com uma reunião entre gerente, líderes, peões e consultores, no qual o gerente começa a reunião dizendo: "precisamos inovar! O que o mercado usa para resolver meu problema?". Reparou a contradição?

Não dá para dizer que o SBT inova quando quase todos os programas são comprados de outras emissoras. A menos, claro, considerando que o mercado de TV no Brasil tem uma redoma na qual ninguém sabe o que acontece no resto do mundo (algo parecido com a tecnologia anos atrás).

Se você trabalha com informática, não dá para inovar usando Eclipse do jeito que todo mundo usa, programando Java como todo mundo. Tem que ver o que o NetBeans ou o JDeveloper tem a oferecer, usando Ruby, GWT, Scala, Vaadin, Wicket ou JDO, experimentando com misturas exóticas (ex: Rails de interface, Scala na camada de negócios, BigTables na base).

A moral da história? O mercado segue os inovadores. Se você precisa usar o que o mercado usa, significa que está na lanterna.

29Mar/112

Java morreu?

Estou chegando à brilhante conclusão de que Java está em coma. Ainda tentando ter um ganha-pão nessa indústria, percebo que o mercado está fraco em Java. Como dica aos iniciantes, eis meu dossiê das tecnologias atuais para desenvolvimento:

  • Java: fácil e barato para começar. Qualquer faculdade hoje tem uma disciplina de Java. Arrumar um primeiro emprego ou estágio é moleza, entretanto, tem que saber tudo (JavaSE, Swing, SWT, JavaEE, Struts 1 e 2, JSF 1 e 2, Seam, JPA 1 e 2, EJB 2 e 3, Hibernate, JDBC, Axis, XML, SQL, HTML, jQuery, etc). E, com milhares de consultorias disponíveis e raras empresas contratando diretamente, significa que você terá a mesma chance de crescer (e verá a mesma rotatividade) da equipe de limpeza ou do café. Não desmerecendo essas profissões, mas nunca vi nenhuma reportagem na Você S/A (ou concorrentes) mencionando: "de terceirizado a presidente". O mesmo está valendo para programador Java agora;
  • .NET: está muito quente. O que não falta é vaga para programador/analista .NET. Não surpreende, pois a evolução de Java está muito lenta enquanto a de .NET voa (já está na versão 4). Como ainda tem muito terreno para aprender e os preconceitos começam a cair, é o momento ideal para quem está começando no mercado - muito melhor que Java, infelizmente. Fazer um CRUD em .NET com o Visual Studio é trabalho de 5 minutos, mas poucos sabem realmente como fazer as tarefas mais incomuns - ou seja, também tem mercado para os bons;
  • SAP e Mainframe: o santo graal da informática. Nem perca dinheiro fazendo cursos para SAP, COBOL, CICS ou afins, pois o mercado sempre pede experiência. É que nem ser um Jedi: você pode tentar aprender o básico pela literatura ou em cursos, mas só um Jedi pode dar o título para outro. O truque é trabalhar em uma empresa mista (SAP/PHP, SAP/Java, etc), entrando pela tecnologia extranet e fazer o impossível para entrar na equipe SAP - lembrando que você não será o único. Se der a sorte de conseguir e ganhar experiência, os salários para SAP e Mainframe são os melhores do mercado. Com a vantagem que, ao contrário de Java, você só precisa saber bem um dos módulos. Imagine só ganhar uns oito mil sendo especialista só em EJBs! Quem dera! Nunca ouvi falar de tal feito em Java;
  • PHP: só para designers e júniores. Outro mercado fácil de entrar e difícil de evoluir. As propostas que pagam melhor em PHP são para webdesigners. E, vez ou outra, o profissional PHP também precisa saber Java. Nem perca tempo se especializando. É uma tecnologia sensacional, leve, quase perfeita. Mas o mercado não adotou como tal. Infelizmente, PHP só tem retorno no mundo OpenSource. No mundo corporativo é mais uma profissão sem futuro;
  • Outras tecnologias opensource "super-legais" (Python, Ruby, etc): geralmente tem grandes méritos, mas o mercado não adotou. Você vai achar uma vaga a cada 300 outras. Talvez tenha uma chance sendo consultor independente, mas vai requerer habilidades de venda, também. Em resumo: se souber boas técnicas de vendas e comunicação (além da própria tecnologia), pode ser uma oportunidade. Se não, desista;
  • Outras tecnologias proprietárias (Oracle Forms, Websphere, etc): mercado muito sazonal. Você verá muitas propostas de substituição aparecendo e, logo depois, sumindo. Se tem carreira nessa área, puxe o saco do chefe, engula todos os sapos, pois recolocar-se não será fácil;
  • Suporte e infraestrutura: para o mercado, uma coisa só. A parte interessante é que sempre terá vagas. A parte triste é que você não cresce nessa profissão. É acostumar-se em rir das baboseiras ditas pelos usuários e considerar isso "bônus".

Em resumo, quem fica dizendo que "informática é a profissão do futuro" está equivocado. No Brasil, você precisa saber muito e aceitar ganhar pouco, pois, infelizmente, existe muito profissional desqualificado no mercado e muita empresa interessada em pagar pouco. Qualidade não é um diferencial.

Oras, se um médico deixa uma gaze dentro do paciente, ele leva um processo violento nas costas, e até tem seus quinze minutos de fama no Jornal Nacional. Se algum "POGramador" cria vinte classes inúteis que só deixam o sistema lento, com bugs e difícil de dar manutenção, ninguém liga.

Não duvido que, em breve, salário de programador seja mínimo ou menos, que nem operador de telemarketing. Mais uma vez não quero desmerecer a profissão, mas já vi propostas de trabalho de quatrocentos reais (isso mesmo, cem reais abaixo do mínimo) e, ontem, uma atendente do Shopping UOL não sabia soletrar exuberante (ela achou que era "ezuberante" ou "esuberante").

Meu conselho? Se você for bom, faz Medicina, Psicologia ou Advocacia.

9Fev/110

Dica trabalhista do dia

A CLT brasileira realmente protege o trabalhador. Entretanto, está longe de ser perfeita. Um mês depois de ser demitido, a empresa ainda não depositou o FGTS devido. Ainda continuam religiosamente depositando as parcelas três meses atrasado. Pelo rumo atual e pela legislação em vigor, eu só vou ter um mês dos 120 dias que eu teria para entrar com seguro-desemprego. Em resumo: eles estão praticamente me roubando três parcelas do seguro, se eu conseguir emprego antes de julho.

Ao falar com o Ministério do Trabalho sobre isso, descobri que, por ter dado baixa em minha carteira (mesmo sem homologar com o sindicato), perdi o apoio do ministério, de forma que preciso acionar a justiça para garantir meus direitos.

Ou seja, baixa na carteira significa fim do vínculo empregatício e, consequentemente, o MT passa a não dar a MÍNIMA para você.

Minha dica de hoje: quer ter algum apoio do governo no fim do contrato de trabalho CLT? Só dê baixa na carteira no momento da homologação com o sindicato.

29Jan/110

Em busca do MBA

Momento interessante na minha carreira. Estou aproveitando a oportunidade que me foi dada de um jeito nada agradável para evoluir. Desde que assumi e evolui os sistemas de billing em meu emprego anterior, confirmei o inevitável: meu dia só tem 24h. Não adianta ficar horas a mais todo santo dia, não vale a pena abandonar oportunidades, só por tentar fazer tudo sozinho.

O tempo foi generoso nessa época - quanto mais eu lutava contra os problemas no sistema de billing, mais óbvio era a necessidade de montar uma equipe minha. Depois de quase um ano demonstrando essa situação, consegui finalmente a possibilidade de contratação de um subordinado.

Infelizmente, duas mudanças na diretoria aconteceram nessa época, e meu recém-contratado e treinado trainee foi para outra equipe e eu voltei a ficar só. Alguns meses, por ter um salário alto demais para quem, coincidentemente, não tem equipe, voltei ao mercado.

Agora é hora de abandonar o operacional e partir para cargos que me permitam oficialmente delegar, sem precisar falar: "faça isso, mas confirme com seu chefe". Os passos são claros: primeiro, abandonar a forma velha de pensar. Nada mais de entrevistas na qual mostro que faço milhões de linhas de código por segundo. Ainda continuo com esses superpoderes, mas é hora de procurar um cargo de coordenação, preciso mostrar que sei liderar.

Infelizmente não é tão fácil quanto parece. Mostrar que sei sem ter como provar (sem, pelo menos, ferir egos) é complicado, principalmente num país no qual recrutadores não tem interesse em potencial latente, só aparente. O que fazer, então? Ainda elementar: procurar um serviço de recolocação (Thomas Case, Michael Page, etc) e, principalmente, fazer um MBA.

Finalmente um MBA. Agora que tenho tempo de carteira, posso procurar um que me agrade, em um horário acessível e que caiba no meu bolso atual (alguns custam o equivalente a um carro).

A parte difícil, sem dúvida, é conciliar os requisitos, ainda mais quando precisamos considerar também o credenciamento da faculdade. Encontrei uma que oferece uns 20 cursos diferentes de MBA, mas só tem permissão para operar com Pedagogia. Ou seja, o mercado de "pós" tem tantas armadilhas quanto o de graduação.

Para evitar problemas, basta procurar no MEC pelas entidades que tem autorização para cursos superiores de Administração. Pela lei, a faculdade que pode ensinar Administração na graduação, o pode na pós-graduação do mesmo tipo e, especificamente para esse curso, também ministrar MBA (que o MEC entende como curso administrativo).

Ainda não tomei nenhuma decisão, mas o futuro parece bem mais promissor agora.

27Jan/112

Demissão em empresa privada

Quase três anos atrás, falei sobre a experiência de pedir demissão em uma empresa pública. Bem burocrático, com muito papel transitando. Hoje, mordo minha língua, pois, embora aparentemente sem sentido, acho que prefiro essa bagunça com papel sem fim lucrativo à desordem que estou passando depois de ser demitido (sem justa causa) por "cortes no orçamento".

Ainda guardo certa indignação, pois agora todo o núcleo da empresa ficou na mão de trainees. Até o trainee que ficou com meus sistemas (que Deus tenha piedade dele) disse no dia: "muito melhor seria demitir a mim e mais dois juniores". O cálculo, feito por ele, é simples: de que adianta manter três pessoas que levam uma semana para fazer o serviço se você pode ter o mesmo serviço feito em um dia pelo mesmo valor por uma única pessoa?

Mais uma vez cito Andrew Tanenbaum, que, em seu livro de Sistemas Operacionais, disse que uma mulher faz um filho em nove meses - mesmo se colocar nove mulheres fazendo o serviço, o prazo continuará sendo nove meses.

Se a filosofia do "manter três fazendo o serviço em cinco vezes mais tempo" é tão viável, por que não demitir os gerentes e diretores para colocar alguns estagiários de administração para fazer o mesmo serviço?

Como se não bastasse o motivo mal-explicado, ainda estou quase um mês esperando para eles depositarem o FGTS para poder fazer a homologação com o sindicato, para finalmente, fazer como a maioria dos brasileiros e "mamar nas tetas do governo". Claro que não vou viver de seguro-desemprego, mas, pelo menos, vou poder sacar meu FGTS.

Alias, falando em FGTS, dois fatos interessantes. O primeiro assusta: reparei no extrato do FGTS que o rendimento mensal é de mîseros 0.2%! Sim, 2‰! Consegue ser menor que a metade da poupança! Ou seja, o dinheiro que eu tenho referente às duas primeiras empresas que trabalhei desvalorizou (e muito)! Mal posso esperar para dar um destino melhor. Ironicamente até a poupança consegue render mais.

Outro fato interessante: eu deveria ter notado o nível de bagunça financeira do meu ex-empregador quando eu recebi o extrato do FGTS em casa e vi que eles SEMPRE depositam o FGTS com atraso. Ou seja, se é mais interessante, economicamente falando, gastar todo mês 5% a mais na folha de pagamento a titulo de multa por atraso (ou 10% se atrasar dois meses), definitivamente não vale a pena manter o funcionário responsável por renovar todo o parque de software de desenvolvimento, economizar algumas centenas de milhares de reais em middleware e consultoria, e otimizar em 1200% (sim, mil e duzentos) o sistema que calcula (em regime de 24x7) o equivalente a nove milhões de registros por dia. Sistema esse que agora está na mão de um trainee cujo principal mentor foi demitido.

Sim, tudo parece muito lógico e impessoal para mim.

31Jul/090

Dashboards ao resgate!

Agora que o CEO/VP/diretor/etc deseja saber como está a empresa, ele necessitará filtrar, condensar e agrupar todos os dados e informações disponíveis para auxiliar nas tomadas de decisão (ou para satisfazer a sede de dados dos acionistas).

Uma técnica muito comum atualmente é criar um dashboard. Em termos simples, funciona como o painel de instrumentos de um carro: um conjunto agrupado de instrumentos que informam o estado atual da máquina (seja seu automóvel ou sua empresa).

Ao fazer um benchmarking, encontrei um tutorial muito interessante sobre como "planejar" um dashboard. Embora o foco seja para uma ferramenta específica, o processo ilustrado é genérico suficiente:

  1. Escolher os dados que serão visualizados;
  2. Escolher o layout;
  3. "Implementar" a busca dos dados;
  4. "Implementar" o layout;
  5. Unir dados e layout;
  6. Planejar a interatividade;
  7. Escolher os dados interativos;
  8. Implementar a interatividade;
  9. Enjoy the result

Leitura interessante também encontra-se no Dashboard Spy. Embora tenha muitos posts sobre "variedades", pode-se extrair informações úteis em boa parte do material deles. Encontrei, por exemplo, o tutorial do anychart mencionado acima e o blog do autor do livro Web Analytics.

Em um post, Avinash, o autor do livro - e do blog, fala sobre dashboards poluídos, cuja única serventia é mostrar que o desenvolvedor (normalmente um consultor) é mestre "nono dan" da arte dos gráficos em Excel. Afinal, para que um dashboard se o usuário não pode extrair facilmente algo útil?

27Mai/091

Engenharia de software

Para quem gosta de engenharia de software como eu (principalmente se tiver o mesmo gosto sociopata sociológico pelo assunto), vai gostar de ler o blog Fragmental.

Muitos casos reais, contatos e comentados, relacionados à área. Desde a eterna (e normalmente fútil) busca pelos selos de qualidade até os "causos" das metodologias ágeis.

Boa leitura, vale a pena.

10Abr/082

Demissão em empresa pública

Hoje, ao explicar para um amigo os passos necessários para demitir-se de meu atual empregador (uma empresa pública), fiquei tão espantado com o tamanho do processo que decidi publicar aqui.

Os passos que segui para tal foram:

  1. Ir até o RH perguntar qual era o processo;
  2. O representante do RH imprimiu um modelo de carta de demissão e pediu para eu assinar e para eu solicitar a assinatura da minha chefia imediata;
  3. Pedi demissão para minha chefia imediata e fiz um "pré-acordo" de aviso prévio com ela;
  4. Como o "pré-acordo" não era o que estava escrito na carta de demissão, rasgamos essa e geramos uma nova;
  5. Minha chefia solicitou a aprovação do acordo para a superintendência (ou seja, o chefe do chefe dela) - cuja resposta não foi imediata;
  6. Enquanto o superintendente não respondia, mandaram-me um questionário de demissão, com seis páginas, para eu descrever, em papel, minha "estada" na empresa;
  7. Após uma semana, o superintendente aceitou o acordo, mas, como houve mais um detalhe a ser alterado na carta de demissão, uma nova foi emitida e mais uma árvore morre graças ao desperdício de papel;
  8. Era para eu marcar um exame médico demissional, mas me dispensaram por ter feito o exame periódico a menos de 90 dias;
  9. Agora, tenho agendada uma entrevista demissional pessoal com uma estagiária em assistência social para entregar o questionário em papel que respondi;
  10. Tenho que entregar um tal de "aviso pré-demissional", que não me entregaram o modelo ainda;
  11. Falta, também, entregar minha carteira profissional para atualização dos dados;
  12. Daqui a uma semana, terei que marcar um dia para ir até o sindicato para efetuar a homologação da demissão; e
  13. Se não esqueceram de me avisar nada, finalmente estarei desligado da empresa.

Queria ver se alguém acha que os Vogons são burocráticos demais... Lembro até hoje do meu primeiro emprego formal, que tive que sair por causa da faculdade. A demissão foi bem simples: falei com a chefia imediata, que tentou me segurar na empresa mais um pouco, depois entreguei minha carteira no RH e pronto. Sem muita burocracia, e nenhuma árvore foi molestada nesse processo.