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Dashboards ao resgate!

31 de Julho de 2009 | Categoria: profissional | Tags: ,

Agora que o CEO/VP/diretor/etc deseja saber como está a empresa, ele necessitará filtrar, condensar e agrupar todos os dados e informações disponíveis para auxiliar nas tomadas de decisão (ou para satisfazer a sede de dados dos acionistas).

Uma técnica muito comum atualmente é criar um dashboard. Em termos simples, funciona como o painel de instrumentos de um carro: um conjunto agrupado de instrumentos que informam o estado atual da máquina (seja seu automóvel ou sua empresa).

Ao fazer um benchmarking, encontrei um tutorial muito interessante sobre como “planejar” um dashboard. Embora o foco seja para uma ferramenta específica, o processo ilustrado é genérico suficiente:

  1. Escolher os dados que serão visualizados;
  2. Escolher o layout;
  3. “Implementar” a busca dos dados;
  4. “Implementar” o layout;
  5. Unir dados e layout;
  6. Planejar a interatividade;
  7. Escolher os dados interativos;
  8. Implementar a interatividade;
  9. Enjoy the result

Leitura interessante também encontra-se no Dashboard Spy. Embora tenha muitos posts sobre “variedades”, pode-se extrair informações úteis em boa parte do material deles. Encontrei, por exemplo, o tutorial do anychart mencionado acima e o blog do autor do livro Web Analytics.

Em um post, Avinash, o autor do livro - e do blog, fala sobre dashboards poluídos, cuja única serventia é mostrar que o desenvolvedor (normalmente um consultor) é mestre “nono dan” da arte dos gráficos em Excel. Afinal, para que um dashboard se o usuário não pode extrair facilmente algo útil?

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Engenharia de software

27 de Maio de 2009 | Categoria: profissional | Tags: ,

Para quem gosta de engenharia de software como eu (principalmente se tiver o mesmo gosto sociopata sociológico pelo assunto), vai gostar de ler o blog Fragmental.

Muitos casos reais, contatos e comentados, relacionados à área. Desde a eterna (e normalmente fútil) busca pelos selos de qualidade até os “causos” das metodologias ágeis.

Boa leitura, vale a pena.

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Demissão em empresa pública

10 de Abril de 2008 | Categoria: profissional | Tags: , , , ,

Hoje, ao explicar para um amigo os passos necessários para demitir-se de meu atual empregador (uma empresa pública), fiquei tão espantado com o tamanho do processo que decidi publicar aqui.

Os passos que segui para tal foram:

  1. Ir até o RH perguntar qual era o processo;
  2. O representante do RH imprimiu um modelo de carta de demissão e pediu para eu assinar e para eu solicitar a assinatura da minha chefia imediata;
  3. Pedi demissão para minha chefia imediata e fiz um “pré-acordo” de aviso prévio com ela;
  4. Como o “pré-acordo” não era o que estava escrito na carta de demissão, rasgamos essa e geramos uma nova;
  5. Minha chefia solicitou a aprovação do acordo para a superintendência (ou seja, o chefe do chefe dela) - cuja resposta não foi imediata;
  6. Enquanto o superintendente não respondia, mandaram-me um questionário de demissão, com seis páginas, para eu descrever, em papel, minha “estada” na empresa;
  7. Após uma semana, o superintendente aceitou o acordo, mas, como houve mais um detalhe a ser alterado na carta de demissão, uma nova foi emitida e mais uma árvore morre graças ao desperdício de papel;
  8. Era para eu marcar um exame médico demissional, mas me dispensaram por ter feito o exame periódico a menos de 90 dias;
  9. Agora, tenho agendada uma entrevista demissional pessoal com uma estagiária em assistência social para entregar o questionário em papel que respondi;
  10. Tenho que entregar um tal de “aviso pré-demissional”, que não me entregaram o modelo ainda;
  11. Falta, também, entregar minha carteira profissional para atualização dos dados;
  12. Daqui a uma semana, terei que marcar um dia para ir até o sindicato para efetuar a homologação da demissão; e
  13. Se não esqueceram de me avisar nada, finalmente estarei desligado da empresa.

Queria ver se alguém acha que os Vogons são burocráticos demais… Lembro até hoje do meu primeiro emprego formal, que tive que sair por causa da faculdade. A demissão foi bem simples: falei com a chefia imediata, que tentou me segurar na empresa mais um pouco, depois entreguei minha carteira no RH e pronto. Sem muita burocracia, e nenhuma árvore foi molestada nesse processo.

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Cálculo dos valores a receber em uma demissão

02 de Abril de 2008 | Categoria: profissional | Tags: , ,

Uma pequena contribuição para a blogosfera. Quando seu contrato CLT termina, sempre existe o cálculo dos “direitos” (vulgo: dinheiro) a receber. Para o funcionário, esse cálculo pode ser feito gratuitamente no sítio do Cálculo Exato.

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Como calcular diferenças salariais

26 de Março de 2008 | Categoria: profissional | Tags: , ,

Para quem está pensando em mudar de emprego, fica uma dica útil, que aprendi da forma mais difícil: como calcular a mudança de salário?

Se você é CLT e quer virar PJ ou afins, nota que existe uma diferença enorme na forma do cálculo. O truque para não sair perdido e perdendo é: calcule o quanto você ganha por ANO.

Pense comigo: embora seu salário seja mensal, alguns benefício são anuais, como o 13º ou o abono de férias. Se você fizer o cálculo mensal, esses valores ficam mais difíceis para comparar, principalmente se a proposta que recebeu não for do mesmo regime. Além disso, diferenças pequenas podem tornar-se grandes diferenças ao final do ano.

Ou seja, calcule primeiro quanto ganha (ou ganhará) por mês, somando o salário com os benefícios mensais, incluindo VR, VT, FGTS, INSS, etc, depois subtraia dos descontos mensais. A seguir, multiplique por 12 e some os benefícios anuais (e subtraia os descontos anuais, se houver).

Isso lhe dará o valor exato de quanto você ganha (ou ganhará) por ano. Você pode comparar esses valores diretamente, para ver o quanto a mais - ou a menos - terá por ano, ou dividir por 12 e ter uma noção do valor por mês, que ajuda caso não tenha benefício algum na proposta que recebeu.

Aliás, essa abordagem permite ajudar muito no orçamento doméstico. Imagine que você quer comprar um carro. Você fez por merecer©, então decide comprar um Ford Fusion. O exemplar que você viu custa uns R$ 96 mil. Se seu salário anual líquido for de R$ 48 mil, levaria dois anos para juntar o dinheiro, assumindo que você não tem nenhuma outra despesa.

Não sei quanto a você, caro leitor, mas eu me desanimaria ao ver que o carro custa dois anos inteiros de salário. Vem logo um flashback lembrando dos dois últimos anos que trabalhei, que teriam que ir INTEIROS, só para comprar um carro, que nem é tão exclusivo assim.

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PJ ou CLT - A pergunta de sempre

18 de Março de 2008 | Categoria: profissional | Tags: , ,

Creio que todos os profissionais da área de TI já tiveram essa dúvida: devo ganhar mais como PJ ou devo ficar protegido pela CLT?

Não vou entrar nos méritos do quão viáveis tais regimes são, pois existem locais na Internet que são mais apropriados para tal leitura, como o blog do Arcanjo, ou até a própria CLT.

Minha contribuição aqui é mais prática e pessoal. Fiz uma planilha para calcular o ganho que se teria mudando de CLT para PJ. Pode baixá-la clicando aqui. Basta preencher seus dados na planilha de dados pessoais e colocar as propostas na planilha de comparação. O arquivo está protegido contra alteração, mas apenas para facilitar o preenchimento.

Bom, aproveitando o momento, deixarei minha humilde opinião sobre o assunto. Do ponto de vista do empregado (leia-se “do meu ponto de vista”), PJ é bom para quem gosta de deveres. CLT é bom para quem gosta de direitos.

Oras, se você tem muito prazer no trabalho que realiza, por que iria ser obrigado a parar um mês por ano? Se não tem prazer, por que continuar? Os homens mais ricos do mundo ficaram ricos fazendo somente o que gostam.

E, falando em dinheiro, se você sabe ter controle total sobre seu dinheiro, de que adianta uma conta FGTS ou 13º? Eu tenho uma previdência privada e uma poupança na qual deposito dinheiro mensalmente. Qual é a diferença, para mim, se o dinheiro está em uma conta na qual não tenho acesso ou numa conta na qual eu tenho controle, mas não faço saques? Percebe? Não tem diferença.

O que acho muito ruim é obrigar o profissional a escolher um dos dois regimes, normalmente o PJ. Nem todo mundo está preparado para esse tipo de controle pessoal. Pense comigo: se o profissional é bom, a empresa não teria porque demití-lo. Se esse mesmo empregado quer receber menos, mas ser CLT, por que não? Questão de negociação.

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