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3Nov/110

Santa Ignorância, node.js! – Parte 2

Minhas experiências em casa com o node.js vão andando. Fiz uma pesquisa ingênua no Google para ver se existe algum blog "powered by node.js" e achei o "blog do node.js". Cliquei para ver qual a implementação que eles usam e, claro, era WordPress. Casa de ferreiro, espeto de pau.

A parte interessante foi ver as diferenças entre a versão 0.4 (que eu estou estudando) e a 0.6 (ainda não lançada). Algumas coisas interessantes, não seria nada de outro mundo, exceto pelo novo recurso de clustering.

Sim! Agora o node.js vai suportar usar mais de um core! Refiz os testes de segunda-feira e a velocidade pulou de 13 mil requisições por segundo para mais de 24 mil! O Sr. Ignorância conseguiu superar o Apache! Apesar que esse número mágico (23 mil do httpd versus 24 mil do node.js) me aparenta ser um limite máximo causado por algum outro fator (rede loopback, concorrência com o ab, etc).

Pensei em testar com uma aplicação mais complexa (usando o módulo Express do node.js). Ela aguenta 3 mil requisições por segundo no v0.4, mas o Express não funciona direito na v0.6! Lá se vão meus 5 minutos de prazo para testar - fica para a próxima. Não obstante, facilita muito minha vida saber que o node.js vai ter mais esse recurso.

PS: Aos que não conhecem, o node.js é um "executor" de Javascript. Sim, basicamente ele só executa JS. As principais vantagens dele são: um belo dum engine (o veloz V8 da Google) e sua incrível API (suficientemente completa e massivamente event-driven). Como muitas aplicações web são I/O-bound, ou seja, perdem muito tempo lendo do disco, trafegando na rede, etc, essa "inversão de controle" é altamente benéfica - os números provam isso.

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