Blog do Eduardo Costa Meu blog pessoal

23Jul/112

Mac OSX Lion

Finalmente saiu! E, claro, já atualizei. Usuários Windows não tem noção do que é simplesmente pagar míseros US$ 30 (R$ 48) para atualizar o sistema operacional. Imagina pagar R$ 45 pelo Windows 7? Quem dera, né? E sem precisar comprar um DVD! Basta ir na App Store e comprar o Lion como se fosse qualquer outro aplicativo! 3.6 GB depois, a instalação é, literalmente, "Aceito o Termo", "Next", "Restart". Queria ver atualizar um Linux assim tão fácil. Quando faço um upgrade no Fedora, é seguir algumas instruções obscuras e rezar para não dar problema (sempre tem um monte de arquivos no /etc que preciso corrigir manualmente).

Enquanto baixava, fiquei lendo os comentários de quem já atualizou. Maioria absoluta de elogios, mas, como sempre, algumas críticas. Acho engraçado como um ou outro software dá pau e o cidadão dá nota mínima. Ninguém faz isso quando o novo Windows joga metade dos softwares atuais no lixo! Quem manda a Adobe não testar o CS no Lion? Betas tiveram aos montes para isso!

Meia hora de instalação depois (devo acrescentar que foi muito mais rápido que qualquer outro mega-upgrade desses que já fiz em máquinas Linux e Windows - mesmo com meu Macbook não sendo top de linha), a qual passei a maior parte do tempo jogando Need for Speed no meu iPad 2 (prometo um review WID), aparece um mini help e algumas muitas novidades.

Apesar do sentimento de "estar em casa", muita mudança surgiu no Lion. Boa parte veio do iOS. Já vi gente reclamando que o Mac OS não deve ser um iPad com teclado, mas discordo. Ter uma interface unificada é sensacional. Usar o pinch de quatro dedos para a lista de aplicações, independente de qual dispositivo uso é ótimo. Parece que tenho um dispositivo só, seja no meu MacBook, no meu iPod Touch ou no meu iPad 2. Aliás, escrevendo o post, descobri que posso usar os quatro dedos sem o polegar, apenas fechando-os - mais ortopédico que tentar com três e o polegar. E o mesmo truque funciona no iPad.

Ainda preciso me acostumar com o scroll, que foi invertido, mas é mero costume. O truque é perceber que o scroll simula um touchscreen, e não um "clica e arrasta" no scrollbar. E, falando na barra de scroll, ela só aparece quando necessária, ficando quase sempre oculta.

Clique com dois dedos ativa o menu de contexto (ou o "botão direito", em termos "Windows"). Arrastar dois dedos faz scroll ou o "page swipe". No Safari, também faz o "back" e "forward" ("on steroids" - pois tem uma animação muito legal). "Double-tap" e "pinch" de dois dedos faz zoom (absurdamente "smoothly" no Safari).

Drag de três dedos faz o "clica e arrasta". Parece bobagem, mas não preciso tencionar meu indicador com o click-n-drag da seleção "clássica". Mais uma ajuda para não ter LER. Ainda mais com um pequeno tempo para estender a seleção. Ou seja, se a seleção extrapola a área do touch, tenho alguns milisegundos para tirar os dedos do touch, ir para outra área, baixar os dedos e continuar a seleção. "Double tap" de três dedos faz a procura de dicionário, sinônimos e Wikipedia. Sensacional.

Com quatro dedos tem vários gestos. Arrastar para cima mostra o Mission Control (antigo Exposé). Para baixo, mostra as janelas ativas. Para os lados, troca entre aplicações fullscreen - até o Safari fica em tela cheia - mas, sair do jogo sem "Alt-Tab" depende de suporte de cada aplicativo. É melhor que o "tela cheia" do Firefox, que cobre tudo e detona o sistema de janelas. O Dashboard virou uma aplicação fullscreen agora, então não preciso do "F4" para ativar. "Pinch in" mostra a lista de aplicações iOS-like. "Pinch out" mostra a área de trabalho.

E, por fim, as caixas de texto tem autocorreção e sugestões, igual ao iOS (senti falta disso). "Post" virou "posto" duas vezes enquanto eu escrevia.

Nem tudo são flores: senti falta de algum protetor de tela novo... :)

Comentários (2) Trackbacks (0)
  1. Você tem algo a dizer sobre o esquema de usuários em um OS X?


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