Blog do Eduardo Costa Meu blog pessoal

13Mai/112

Nosso Sistema Solar

Parabéns para a NASA. Já sou fã do Astronomy Picture of the Day, que, com suas espetaculares fotos de astronomia, é fonte de todos os meus "papéis de parede" já faz algum tempo. Ao procurar uma foto da nossa Via Láctea, encontrei o Eyes on the Solar System. Simplesmente a coisa mais linda e perfeita que a tecnologia atual pode fornecer a pobres mortais que nem eu.

Depois de instalar um plugin, você passa a ter acesso a uma incrível base de dados da NASA. É praticamente um Vórtice da Perspectiva Total (minha máquina favorita no "Guia do Mochileiro das Galáxias").

Basicamente, você tem a posição e velocidade exata de todos os planetas, satélites (luas ou artificiais), cometas, grandes asteróides, além de modelos 3D em escala! Sinceramente, perfeito! Mergulhei horas "viajando" no nosso sistema solar. Você passa a ter uma perspectiva total de muita coisa. A proporção das órbitas e tamanho de planetas é algo que você não vai ver nos livros.

Por exemplo, quando pensamos nas órbitas dos planetas, somos ensinados a pensar assim:

Acho que a Terra fritaria se fosse realmente assim. Perceba a magnitude das órbitas reais:

A Terra sumiu! Júpiter, nosso gigante, é um pontinho insignificante. E perceba o tamanho espetacular de sua órbita. Compare então com os vizinhos Marte ou Saturno! O desenho agora parece coisa de criança, não?

E a Terra com a Lua, então? Sempre pensamos que ela está "ali do lado". Esse GIF animado representa bem o que nosso senso comum diz:

Tremenda heresia! Acho que se as proporções fossem essas, a lua já tinha se espatifado na superfície da Terra. Tente achar nosso planetinha azul nessa imagem aqui, tirada atrás da lua:

Essa monstruosa bola de terra e água em que vivemos vira quase que um ponto quando estamos na face "oculta" da lua! Fora a quantidade fenomenal de crateras que nosso satélite tem! Com meus conhecimentos de astronomia, eu sei que, por não ter atmosfera, a lua recebe os impactos de todos os asteróides que caem lá, independente do tamanho. Aqui, os pequenos "evaporam" na atmosfera. Entretanto, eu não tinha noção da textura da lua! É incrível e indescritível! E, só dando uma volta de 360 graus nela para ter a real noção! Espetáculo de Deus!

E a tal "velocidade da luz", então? Estamos habituados a pensar nela como algo praticamente instantâneo: afinal, você liga o interruptor e a luz aparece! Mesmo em seus absurdos 300 mil km/h, leva um tempo fenomenal para você se deslocar em nosso sistema solar nessa velocidade! Ao usar o "fast forward" do EotSS, fui aumentando a velocidade até chegar na velocidade da luz (para sentir o poder de um motor de Dobra). Coisa mais chata! Muito lento! Nada de estrelas virando raios que nem em Star Trek. Tudo parecia parado, como se estivesse em pausa! Os planetas aproximando em uma velocidade patética de lenta! Mas, apesar disso, a perspectiva foi muito legal! Imaginar que, mesmo o elemento mais rápido do universo é tão incrivelmente lento comparado com o tamanho do nosso sistema solar!

Outras duas coisas que valem a pena mencionar: Phobos e Deimos, as duas luas de Marte, não são redondas que nem nossa lua! Parecem dois asteróides (ou até dois "feijões", se preferir)! Mercúrio, que, por ser o planeta mais próximo do Sol, dizem ser vermelho, na verdade é cinza! Parece nossa lua! E, mesmo em Mercúrio, o Sol parece só uma bolinha pequena, que nem aqui na Terra! Espanta perceber que a diferença entre as distâncias para o Sol é algo tão subjetivamente nulo, visto do próprio planeta, e, mesmo assim, é suficiente para definir se existe ou não vida no planeta!

E, por fim, para mostrar o quanto somos insignificantes, sinta a vista da Voyager 2 no dia e na exata hora em que nasci:

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8Mai/112

Teste unitário no iOS

Acho que finalmente consegui pegar o jeito de fazer testes unitários no iOS. Em Java, com o JUnit mais o NetBeans (e talvez o Maven), é super fácil, trivial, o tipo de coisa que faço sem problemas. No iOS, com o XCode, nem tanto.

O primeiro grande problema é saber como gerar testes unitários. Na Internet, você vai encontrar um monte de idéias mirabolantes. Algumas boas, outras, nem tanto. Mas, para o arroz-com-feijão, geralmente são idéias complexas demais. No XCode 4, consegui fazer de um jeito ridículo de simples.

Primeiro, estou separando um target para cada suite de testes. Mando criar um novo target de testing bundle, adiciono somente as classes que vou testar, crio mock para as demais e pronto! Automaticamente, as classes incluídas vão usar as classes mock. Como tenho um target para cada suite, posso criar combinações específicas para cada teste.

A parte triste seria rodar cada target de teste individualmente. Mas, basta adicionar os targets ao "test scheme" do target principal e já era! Você pode rodar o teste (⌘-U) como se fosse um target de teste!

Quase tão simples quanto no NetBeans! Adorei!

7Mai/110

Vantagem do Mercurial sobre o Subversion/CVS

Acho que essa também vale se for o GIT. Bom, hoje, depois de uma ou outra semana trabalhando duro em um projeto pessoal para iOS, decidi que era hora de colocar as 64 revisões do Mercurial em meu servidor central. Criei o repositório no servidor, mas, na hora de fazer o "push", errei na URL e joguei em cima do meu projeto CuteGod (para iOS). Droga de MacHg que não avisa que o destino não é válido!

Ficou uma verdadeira zona. Não sei como, o que tinha do CuteGod ficou "abaixo" do que veio nesse novo projeto. Total bagunça! E nem lembro se meu último backup foi tão recente assim (a ponto de não afetar outros projetos)!

Instantes de muitos palavrões mentais depois, comecei a ver como faria para recuperar o estrago. Alguns links depois, eu lembrei: sistema distribuído, oras! Significa que eu tenho uma cópia completa e autônoma aqui na minha máquina. Bastou jogar a pasta destruída fora, criar uma nova e fazer um "push" do zero. Simples! Tudo voltou ao normal: tags, revisões, históricos...

Muito mais fácil que "voltar backup". Quero ver alguém fazer isso no SVN ou no CVS!

3Mai/110

Osama morreu?!?

Pois é. Parece que o inimigo público número 1 dos EUA morreu. As notícias legais só acontecem quando não assisto mais TV. A parte divertida é que finalmente vi os americanos fazendo uma operação ao estilo filme de ação (ou jogos de video-game): um grupo de comandos "badass" bem treinados descendo de helicóptero e descendo o sarrafo nos bandidos. Até uma das mulheres do cara foi usada como escudo humano!

A parte interessante foi o Twitter, com gente nas redondezas postando: "ouvi duas explosões - espero que não seja nada ruim", "helicópteros às duas da manhã".

Mas a cereja do bolo foi o esconderijo do Osama: de todos os candidatos a anti-Cristo, ele foi o que único que me recordo que morreu em um suntuoso palácio avaliado em mais de um milhão! Pois é! Ao contrário do que se esperava, nada de cavernas!

Religiosamente foi interessante também: os americanos fizeram uma cerimônia fúnebre para seu maior inimigo seguindo as tradições islã (isso sim é respeito pela religião) e o Osama foi basicamente descoberto pela sua ganância. Se tivesse ficado nas cavernas, ninguém o acharia. Entretanto, por ficar num palácio cujo imóvel é seis vezes mais caro que o resto da região, sem telefone nem Internet (algo estranho para ricaços) e muros bem altos, ele levantou suspeitas!