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14Abr/110

Terror suicida chega ao Brasil

Desde que eu vi a reportagem sobre o sujeito que entrou na escola atirando, eu imaginei que ele deveria ter sido alguma vítima de bullying que perdeu as estribeiras e decidiu bancar o justiceiro.

Dito e feito. A TVFolha publicou este vídeo com ele lendo sua carta suicida:

Típica carta de suicida, no qual a única solução para a vida dele é morrer e levar alguns consigo. Aposto que vai ter mais uns dois ou três casos similares, envolvendo pistolas, e, quem sabe, até algum homem-bomba - todos com a mesma motivação.

Sinceramente, eu sofria muito "bullying" na escola, mesmo quando não havia uma palavra para descrever tal fato. E, posso até dizer que ainda sofro, pois, por não pertencer ao grupo de fulano ou ciclana, arquei com as conseqüências. É um fardo muito pesado para carregar, nem todos agüentam. Mas, como infelizmente, "manda quem pode, obedece quem tem juízo", ninguém que "pode" pensa que, um dia, as pessoas podem perder o "juízo".

Na minha humilde opinião, não é só ele quem deve ser considerado culpado pelas 13 mortes do dia. Todos aqueles que praticaram bullying contra ele também tem sua culpa.

Só quem sofreu todo santo dia na escola consegue chegar próximo de entender o que passou pela cabeça dele. Não estou justificando-o, mas, cá entre nós, o que diferencia ele de alguém que mata "por amor" ou até de alguém que mata "por justiça"? Seria uma escala gradual de "motivos aceitáveis para matar"? Na minha opinião, matar é matar, e, quem queria que ele fosse torturado e morto não fica muito distante de um assassino sangue-frio.

Aliás, esse "ódio" pelo assassino só aconteceu por ser o primeiro caso no Brasil. Aposto que, se acontecer como eu disse, o terceiro caso mal vai ser contado pelas pessoas com a seguinte frase: "agora virou moda entrar na escola atirando". Afinal, o primeiro terremoto em Christchurch foi noticiado como bombástico, enquanto o segundo foi só "mais um terremoto".

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