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29Jan/110

Em busca do MBA

Momento interessante na minha carreira. Estou aproveitando a oportunidade que me foi dada de um jeito nada agradável para evoluir. Desde que assumi e evolui os sistemas de billing em meu emprego anterior, confirmei o inevitável: meu dia só tem 24h. Não adianta ficar horas a mais todo santo dia, não vale a pena abandonar oportunidades, só por tentar fazer tudo sozinho.

O tempo foi generoso nessa época - quanto mais eu lutava contra os problemas no sistema de billing, mais óbvio era a necessidade de montar uma equipe minha. Depois de quase um ano demonstrando essa situação, consegui finalmente a possibilidade de contratação de um subordinado.

Infelizmente, duas mudanças na diretoria aconteceram nessa época, e meu recém-contratado e treinado trainee foi para outra equipe e eu voltei a ficar só. Alguns meses, por ter um salário alto demais para quem, coincidentemente, não tem equipe, voltei ao mercado.

Agora é hora de abandonar o operacional e partir para cargos que me permitam oficialmente delegar, sem precisar falar: "faça isso, mas confirme com seu chefe". Os passos são claros: primeiro, abandonar a forma velha de pensar. Nada mais de entrevistas na qual mostro que faço milhões de linhas de código por segundo. Ainda continuo com esses superpoderes, mas é hora de procurar um cargo de coordenação, preciso mostrar que sei liderar.

Infelizmente não é tão fácil quanto parece. Mostrar que sei sem ter como provar (sem, pelo menos, ferir egos) é complicado, principalmente num país no qual recrutadores não tem interesse em potencial latente, só aparente. O que fazer, então? Ainda elementar: procurar um serviço de recolocação (Thomas Case, Michael Page, etc) e, principalmente, fazer um MBA.

Finalmente um MBA. Agora que tenho tempo de carteira, posso procurar um que me agrade, em um horário acessível e que caiba no meu bolso atual (alguns custam o equivalente a um carro).

A parte difícil, sem dúvida, é conciliar os requisitos, ainda mais quando precisamos considerar também o credenciamento da faculdade. Encontrei uma que oferece uns 20 cursos diferentes de MBA, mas só tem permissão para operar com Pedagogia. Ou seja, o mercado de "pós" tem tantas armadilhas quanto o de graduação.

Para evitar problemas, basta procurar no MEC pelas entidades que tem autorização para cursos superiores de Administração. Pela lei, a faculdade que pode ensinar Administração na graduação, o pode na pós-graduação do mesmo tipo e, especificamente para esse curso, também ministrar MBA (que o MEC entende como curso administrativo).

Ainda não tomei nenhuma decisão, mas o futuro parece bem mais promissor agora.

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