Arquivo do Dia 21 de Janeiro de 2010
Big Bosta Brasil
Eu passo longe dessa tralha. Mas hoje recebi um PowerPoint sobre o tal programa da Globo. Um tanto longo, mas a mensagem foi simples: programas como o BBB fazem o brasileiro ficar mais burro. Aliás, nem acredito que o Bi[ch]al tem a pachorra de chamar aqueles trastes de “heróis”. Se essa ralé são os heróis do Brasil, prefiro mudar de paÃs e renegar minha cidadania.
Heróis, para mim, só existem de dois tipos: aqueles ficcionais que salvam todo mundo usando super-poderes (ou super-máquinas) e aqueles reais, que nem bombeiros e policiais, que enfrentam a morte todos os dias no cumprimento do dever (os honestos, pelo menos).
Aliás, um dia, entrando no YouTube (adoro acessar para ver coisas hi-tech e trailers), vi que na página inicial tinha um vÃdeo com “um dos melhores momentos do BBB”. Entrei para ver se o “melhor momento” tinha algo que preste - afinal, não tenho moral para criticar o “show” se nunca o vi.
Foram alguns poucos minutos jogados fora: tinha gente conversando à beira da piscina, mulheres tirando a roupa e mostrando o biquini (em closes desnecessários) e só! Sem história, nem lógica nem nada. Creio que até o apelo sexual estava baixo para os padrões da emissora.
Em resumo, só tinha o que eu poderia ver simplemente indo para um clube (com a vantagem que eu também estaria na piscina). Acho que até desenhos infantis que nem o Backyardigans demandam mais uso para o cérebro adulto…
Senti a mesma sensação de quando vi “Casa dos Autistas” vários anos atrás. Lembro até hoje de estar “zapeando” os canais em busca de algo que prestasse, quando passei pelo SBT e vi o Supla e o Fruta conversando em uma cena em sépia com uma bola vermelha no canto da tela. Na época, “reality shows” era novidade. Lembro vi os dois conversando que fiquei pensando: “que m**** é essa?”. E, ingenuamente, tentei entender a lógica ou a história do programa. Mesmo sem ter nada para fazer, desisti de assistir: muuuuuito chato.
Ironicamente, BBB não é diferente: a graça do programa é testar os limites do voyeurismo. Ou seja, se você não tem nada de útil para fazer na vida nem tem interesse em manter o seu QI superior ao de um anelÃdeo e gosta de vigiar a vida dos outros, então é o programa ideal.
Aliás, acho que descobri o que atrai tanto nessa porcaria. Pensa comigo: nesses interiores do paÃs, todo mundo fuxica na vida de todo mundo. Para eles, o BBB é somente uma versão “televisiva” da vida que eles já levam. As pessoas da “cidade grande” também tem esse interesse, ao fofocar sobre os vizinhos, amigos, parentes, etc. Somando isso à uma falta enorme de educação de qualidade, infelizmente não é de espantar o sucesso do “show”.
Nota mental: tirar minha cidadania portuguesa…
PS: Para manter o nÃvel cultural e a nerdice do blog, veja e construa um autofalante de plasma com componentes que podem ser encontrados em qualquer loja de eletrônica!
PPS: Peço desculpas pelo “Casa dos Autistas” - é uma baita sacanagem com os autistas!
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