Blog do Eduardo Costa Meu blog pessoal

23Dez/090

Limpando os locales do Fedora

Se você tem problemas de espaço em máquinas Fedora (ou paga por GB usado), vai gostar de saber que é possível eliminar algumas centenas de megabytes de lixo.

O truque? Remover o suporte a todas as línguas desnecessárias que o linux suporta (500 mais ou menos). Eu, por exemplo, só utilizo o desktop em Português e, preferencialmente, em Inglês. Por que, então, preciso jogar 400mb fora com suporte a Português de Portugal, Inglês Australiano (yikes!), Francês, Italiano, Alemão, Árabe, Chines e variantes, incríveis DEZESSETE variantes do Espanhol, e eteceteras?

O truque é simples: vá na pasta /usr/share/locale e detone praticamente tudo. Uma dica é renomeá-la para "_locale", mover só o que precisa para uma nova pasta "locale" e, após algum tempo de teste, apagar a pasta "_locale".

Para uma limpeza mais pesada, remova também os arquivos de ajuda do GNOME (para o KDE, talvez tenha algo similar - fico devendo essa):

cd /usr/share/gnome/help
find * -mindepth 1 -maxdepth 1 -type d \
  -not \( -name "en*" -or -name pt -or \
          -name pt_BR -or -name C \) \
  -exec rm -rf '{}' ';'

Até aqui, dois problemas: ao atualizar ou reinstalar, tudo volta; e, ao usar o "rpm -V", um monte de erros de "missing file" irão ocorrer. A solução achei perdida na web. Vá na pasta /etc/rpm e crie um arquivo "macros.lang" com a seguinte linha: "%_install_langs en:en_US:pt:pt_BR".

Pronto! Nada mais de warnings nem de espaço jogado fora (pelo menos, com locales)!

Essa dica eu testei no Fedora 11, mas deve funcionar em qualquer distro baseada em pacotes RPM (RedHat, CentOS, etc).

16Dez/090

Morre Mark Ritts, o Lester de "O Mundo de Beakman"

Qualquer nerd de carteirinha que nem eu é fã incondicional do antigo programa de TV "O Mundo de Beakman". Eu até participei da comunidade do Orkut "Órfãos de Beakman" antes de cometer "Orkutcídio". E, cá entre nós, quem não adorava aquele grandalhão em roupa de rato, o Lester?

Hoje, infelizmente, descobri que Mark Ritts, o homem por trás do rato, morreu... Até pensei que era algum hoax ou similar, mas a notícia se espalhou e, pelo visto, originou-se no Los Angeles Times e já foi atualizada na Wikipedia.

Estou triste com a notícia. E, como uma singela homenagem, uma trivia sobre fatos pouco conhecidos sobre o Mark Ritts e seu alter-ego (fonte: post no LA Times):

  • Ele era filho de artistas de fantoches e herdou a profissão dos pais (detalhe: Paul Zaloom, o Beakman, também era artista de fantoche);
  • Quando foi chamado para o programa, ele pensou que Lester seria um fantoche (imagina a surpresa dele ao ver que ELE seria o personagem);
  • A fantasia do Lester não tinha braços porque estava incompleta quando Mark Ritts foi experimentá-la. Paul Zaloom acabou achando a fantasia perfeita desse jeito;
  • A tatuagem do braço dele variava desde a palavra "Mom" até um leopardo. Quem notou isso quando era criança merece um prêmio!
  • O elastico do nariz do Lester era propositalmente visível;
  • Segundo fontes não confirmadas na blogosfera, ele também era o mestre por trás dos pengüins da abertura;
  • Ele deixou viúva e três filhos.